Pé Torto Congênito – Pedro Lucas

O nosso primeiro filho nasceu. Os meus olhos o acompanharam por toda a sala de parto. Enquanto aquele serzinho indefeso recebia os primeiros cuidados do pediatra, eu observava todos os seus detalhes: boquinha, nariz, cabelos… e contei cada um dos seus dedinhos esticadinhos das mãos. Mas não deu para eu ver os seus pezinhos direito porque eles estavam envoltos na coberta que o pediatra carregava.

Eram 13hs50 minutos daquela segunda-feira, 15 de dezembro de 1997 – ficou registrado assim, um dos mais felizes momentos da minha vida.

No dia seguinte, logo pela manhã, recebemos a visita do pediatra que nos deu a preocupante notícia:

– O bebê de vocês nasceu com o pé direito um pouco tortinho.

Foi assim que aquele homem tentou suavizar as coisas para um jovem casal em sua primeira experiência como pais e que estava tão feliz. Depois ele completou dizendo que se tratava de Pé Torto Congênito, ou Calcanhar Equino. Nos indicou alguns ortopedistas e disse que, se fosse o caso, o nosso bebê já poderia sair da maternidade direto para colocar uma botinha de gesso.

Pezinhos de Pedro Lucas aos 2 meses.

Pezinhos de Pedro Lucas aos 2 meses.

Meu esposo ficou aflito. Mas eu, naquele momento, queria mesmo era oferecer toda a segurança e o conforto que o nosso filho precisava. Ele já tinha passado por todos os desconfortos do seu nascimento através da intervenção de um parto Cesárea, eu que tanto sonhei com um parto natural, não queria mais nenhuma agressão para ele, basta! Senti que a sua maior necessidade naquele momento era da proteção, do aconchego e do alimento que eu estava ansiosa para lhe dar. E foi isso que fizemos, nada de consultórios, clínicas, gesso… Nada disso!

Passado os três primeiros meses, vimos que já era a hora de procurar um ortopedista pediátrico. Fomos a um dos melhores especialistas do nosso estado, ele nos indicou sua equipe. Tratamento: botinhas de gesso e cirurgia de correção.

Nesse momento a aflição começava a se instalar em mim, como quando cai uma ficha. Ficamos muito tristes, não conseguíamos aceitar a ideia do nosso bebê numa sala de cirurgia, principalmente porque os especialistas nos explicavam que o seu pezinho teria que ser reconstruído e que, havia a possibilidade de ocorrerem outras cirurgias ao longo do tempo.

As botinhas começaram a ser colocadas, trocadas a cada semana. Toda sexta-feira saíamos da nossa cidade em direção à Natal/RN, 3 horas de viagem de ônibus. Chegávamos por volta das 18hs e seguíamos direto para a clínica, ali o nosso bebê era examinado, serravam a sua botinha e outra bota era formada com gesso quente, forçando o seu pezinho à posição devida. No outro dia, com o bebê mais descansado, nós voltávamos.

Entretanto, cada vez que o médico mencionava a proximidade da cirurgia, era um desassossego em nossos corações. Resolvemos procurar outro médico, ouvir outra opinião e que, de preferência, nos fosse favorável, nos mostrasse alternativas. Resultado: o mesmo tratamento culminante na cirurgia. “Vamos procurar outro médico”, dizíamos um para o outro. E, enquanto isso, não interrompíamos o tratamento das botinhas. O terceiro ortopedista tratou o caso com duas botinhas, nos dois pezinhos. Segundo ele, para não ocorrer atrofia de uma perna em relação à outra. Agora nosso bebê carregava dois desconfortáveis pesos.

Dá para imaginar a nossa luta para dar banho sem deixar que nenhum pinguinho de água entrasse pelo gesso? Porque se isso ocorresse, os incômodos do nosso filho eram grandes, pele enrugada e muita coceira. Se o xixi escorresse da fralda, então… Dores, desconfortos e falta de liberdade do nosso bebê de um lado, sufoco financeiro do outro, pois um tratamento desse demanda muito dinheiro, e a aflição de um processo cirúrgico cada vez mais eminente. “Não! Vamos ouvir mais outro médico.” Assim, já era o oitavo médico e nenhuma esperança para nós, víamos todas as alternativas descartadas, frustradas.

Pedro Lucas, 5 meses

Pedro Lucas, 5 meses

Pedro Lucas 6 meses

Pedro Lucas, 6 meses

Eu me desesperei. Só conseguia chorar, era no trabalho, em casa, na rua… Estava beirando uma depressão. Foi aí que eu e meu esposo fizemos um voto a Deus: “se tu existes, se tu és um Deus que também é pai, cura o nosso filho! Ouve a nossa oração! Pois se o pezinho do nosso filho for curado sem precisar de cirurgia alguma, nos te seguiremos enquanto vivermos”.

Íamos consultar mais um médico, o nono dessa vez. E na sexta-feira, dia da consulta, eu estava chorando no trabalho quando ouvi uma voz que soou de dentro de mim:

– Sempre que tu precisaste eu estive aqui, por que achas que não estou agora?

Talvez você que está lendo esse relato não acredite ou não compreenda, mas foi algo tremendamente emocionante para mim.

Viajamos com o nosso filho mais uma vez, durante todo trajeto eu olhava para o céu em oração. Entramos na sala do médico, ele nos sorriu, nos cumprimentou, pegou Pedro Lucas no colo, observou o pezinho dele e disse:

– Isso aqui somente as botinhas de gesso e umas botas ortopédicas quando ele começar a andar vai resolver. Cirurgia? Nada de cirurgia!

Pedro Lucas e o seu último ortopedista, Dr. Aílson Gedes da Silva.

Pedro Lucas e o seu último ortopedista, Dr. Aílson Gedes da Silva, um médico mandado por Deus.

Pés Pedro Lucas, aos 8 anos.

Pés Pedro Lucas, aos 8 anos.

Oração: Obrigada, Deus! Nós sabemos que Tu existe, sim! Sempre soubemos! E sabemos também que Tu És Pai, o nosso Pai, por Jesus Cristo! Obrigada por ter curado o pé do nosso filho de uma maneira tremenda! Os seus dois pés são perfeitos porque foste Tu que o operou! Obrigada também pelo bebê que Pedro Lucas foi, calminho, não reclamava dos tantos incômodos que passava, mamou bem, o que nos facilitou nas tantas e tantas viagens que precisámos fazer… E obrigada também pelo bem precioso que ele tem se tornado a cada dia, Te ama e Te segue como nós. Por Teu grande favor, Pai, ajude aos pais e as crianças que estão passando pelos mesmos problemas que passamos. Conceda-lhes sabedoria, força e fé para vencerem esse desafio da mesma forma que vencemos. Tudo, tudo, é em nome de Jesus, o Teu filho, que te pedimos e agradecemos. Amém!

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FAMÍLIAS QUE FLORESCEM

Aqui, nós temos 3 opções:

blog 16O Lar Desencorajador – Semelhante a uma zona de guerra onde os guerreiros têm nomes como Burro, Idiota, Danado, Minha Dor de Cabeça, Nojento, Imbecil, Leso e mais uma infinidade de nomes terríveis que é bom nem mencionar para não nos assustarmos com o que somos capazes de dizer com nossa própria família, muitas vezes. Neste modelo de lar, as fragilidades estão sempre expostas às farpas, às pedras e aos espinhos que estão por toda parte. Não há espaço para o viço das cores, das flores, dos frutos. E as feridas são tratadas assim, sem o menor cuidado, sem o menor respeito ao interior de cada um. Ah, que todas as famílias pudessem ouvir a voz que diz: “não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem só façam o bem” (Efésios 4.29).

O Lar Entra Mudo e Sai Calado O Lar Entra Mudo e Sai Calado – Onde a família segue o estilo “cada um no seu quadrado”. A casa geralmente está vazia e, quando as pessoas chegam, o seu estado quase não muda. Raramente se ouve palavras e, quando muito, se resumem a: “sim”, “não”, “pode ser”, “quero”, “talvez”. Por fora, a casa pode até está em ordem, mas no ceio da família não há cumplicidade, o aspecto é de desolação e solidão. As pessoas parecem frias, distantes, e escondem suas dores com sorrisos que, visivelmente, não saem dos seus corações. Costumeiramente, elas sorriem para os seus celulares, trocam carinhos pela Internet e nem percebem que ali, bem do seu lado, tem alguém carente de um afago. Cada um no seu mundo, não se dão aberturas para falarem das suas angustias, não se têm intimidade para falarem dos seus dias. O tempo é curto e o cansaço é longo demais para se ouvirem. O silêncio fatal.

O Lar que FloresceO Lar que Floresce. Parece um jardim regado e cuidado continuamente. Todos acreditam em todos, apoiam-se, abraçam-se, beijam-se e dão tapinhas nas costas uns dos outros. Há bilhetes nas lancheiras da escola, cartas de amor sob os travesseiros, notas de incentivos na porta da geladeira, por e-mails, nos celulares: “Deus te abençoe!”, “Você consegue!”,  “Força, meu amor!”, “Vamos lá, minha gente!”, “Vai dá tudo certo, estamos todos orando por você!”… As cargas uns dos outros são compartilhadas para que fiquem mais leves, as alegrias são divididas para que se multipliquem, os sentimentos são transmitidos e orações oferecidas para que as vitórias sejam certas. O Lar que Floresce se assemelha ao verso de Jeremias 17.8: “Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se fadiga, nem deixa de dar fruto”.

Agora, vem a pergunta: em que tipo de lar vamos escolher viver?

Oração: Pai, muito obrigada por nos despertar, nos fazer refletir e nos nortear a mudar para melhor! Ajude a reconstruir tantos lares em ruínas. Por favor, Pai, nos oriente a ensinar, na prática, aos filhos que Tu nos deste, a compartilharem seus sentimentos, a se sentirem seguros e protegidos ao lado de suas famílias. Que todas as famílias estejam sempre plantadas junto as Tuas correntes de águas, e que a Tua vontade seja feita, pois sabemos que o Teu querer é excelente para nós! Eu clamo em nome de Jesus Cristo, o Teu Filho. Amém!

Texto inspirado na obra “Famílias que Florescem”, de Max Lucado. Imagens da Internet. PUBLICADO NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE 3 ANOS DO NOSSO CAÇULA BENJAMIM ❤

Aniversário de Benjamim – 2 Aninhos

Eu estou devendo este post já faz 4 meses. Isso mesmo, Benjamim já está com 2 anos e 4 meses e somente agora eu pude respirar um pouco, sentar e contar como foi que celebramos essa data tão importante.

Pois bem, não fizemos uma festa grande como foi no primeiro aniversário. Desta vez preparamos tudo em nossa casa mesmo e os convidados foram a nossa família, a família do pastor da igreja na qual congregamos e a família de um vizinho nosso. É verdade que queríamos convidar meio mundo, mas infelizmente não foi possível ter ao nosso lado todas as pessoas que amamos para juntos celebrarmos o 2º aninho de Benjamim.

Então, tudo foi organizado de maneira simples – como gostamos que as coisas sejam. E fiz praticamente tudo.

O tema:

Escolhi “Carrinhos de Benjamim” que, além de ele amar, facilitaria bastante o meu trabalho e as despesas. Com um mês de antecedência, eu confeccionei as lancheiras (sacolinhas), as bandejas para os docinhos e imprimi plaquinhas de trânsito e bandeirinhas com o nome do aniversariante, tiradas DAQUI.

O buffet:

Encomendei salgadinhos de forno (assados) para a entrada;

Preparei o jantar – Arroz com passas, saladas com verduras, hortaliças e frutas, batata palha, estrogonofe de carne com champions, galinha à italiana e sucos de frutas naturais;

Fiz todos os docinhos, mais de 300 – morangos ao chocolate, maçãs no palito, docinhos com uvas verdes, brigadeiros comuns e de copinhos, tortinhas de limão no copinho, olhinhos de sogra e beijinhos.

Vejam algumas receitas aqui:

Galinha à Italiana

Estrogonofe de Carne com Champignons

Morangos ao Chocolate

Maçãs no Palito

Docinhos de Uvas verdes

Tortinhas de limão no copinho

Olho de Sogra

O bolo:

O bolinho eu encomendei, mas a decoração também ficou por conta da mamãezinha aqui.

A lembrancinha:

A lancheira eu procurei recheá-la com coisinhas nutritivas e saudáveis: achocolatado, biscoitinhos, barrinhas de cereais, e chocolate ao leite. E um carrinho colorido à fricção fez a alegria das crianças.

A decoração:

Além dos carrinhos espalhados pela mesa, coloquei o carrinho de passeio de Benjamim na sala para comportar seus presentinhos. Também preparei 4 murais com fotos do nosso bebê, desde o seu nascimento, e também fotos dos nossos convidados com ele. Tudo simples, mas com um amor de não caber no peito! Aniversário de Benjamim, 2 anos Aniversário de Benjamim, 2 anos Precisa dizer que eu fiquei pra lá de exausta?? (Rs). Mas a alegria do aniversariante foi tanta, mas tanta, que eu faria tudo outra vez! Vamos aos próximos, com a graça do Pai. Aniversário de Benjamim, 2 anos Por fim, cantamos os parabéns e oramos, agradecendo ao nosso mais Ilustre Convidado pelos 2 anos de vida do segundo presente que Ele nos deu.

Oração: Pai, muito obrigada pelos nossos tesouros! Muito obrigada pelos 2 aninhos de vida do nosso caçulinha! Somente Tu podes nos proporcionar isto, não há outro, o dom da vida foste Tu que nos deste. Por favor, Pai, cuida dos nossos filhos! Cuida da saúde deles, saúde física e espiritual. Concede-lhes sabedoria e força. Por Jesus Cristo, Teu primogênito, eu oro. Amém!

Filhos, por que a nossa Páscoa precisa ser diferente?

Porque somos seguidores de Jesus Cristo e dos Seus evangelhos. E a Páscoa para nós é a celebração mais importante de todas. Do hebraico Pessach, significa Passagem ou Passar por cima.

Crianças na celebração da Páscoa na nossa Igreja, 2014.

Crianças na celebração da Páscoa na nossa Igreja, 2014.

Antes de Jesus Cristo vir ao mundo, o antigo povo (hebreu) do nosso Deus já comemorava a Páscoa, pois se festejava a sua liberdade da escravidão do Egito, que durou cerca de 400 anos. Uma grande peleja liderada por Moisés que terminou em vitória. Motivo de festa, gratidão e obediência a Deus, a Páscoa se tornou um estatuto perpétuo (Êxodo 12:24).

A Bíblia relata que o próprio Jesus, desde criança, participou de várias celebrações pascoais (Lucas 2:41-42), e até próximo a sua morte, na “Última Ceia”, a Páscoa lhe foi importante, onde com os discípulos ele participou da comunhão do corpo e do sangue, simbolizados pelo pão e pelo vinho. Também conforme relatos bíblicos, foi propósito do PAI que o seu filho Jesus fosse crucificado durante as festividades da Páscoa, e Jesus sabia disto quando disse “daqui a dois dias é a Páscoa e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado”. (Mateus 26:2).

Vejam, filhos, como foi linda a última Páscoa de Jesus, aqui entre nós:

“Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa. E (Jesus) mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E ele (Jesus) lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa. E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa com os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” (Lucas 22:7-20).

Jesus, por Jim Caviezel - A Paixão de Cristo.

Jesus, por Jim Caviezel – A Paixão de Cristo.

E como era de costume sacrificar cordeiros para expiação dos pecados durante a páscoa, Jesus foi “o Cordeiro de Deus”, como disse João 1:36, o nosso cordeiro pascoal, que morreu para nos purificar os pecados e assim podermos ressuscitar como Ele ressuscitou, para a vida eterna. “Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Coríntios 5:7).

É por isso, filhos, que é comum celebrarmos como Jesus celebrou e também relembrarmos a sua trajetória, com penitências como jejuns, vigílias, peregrinações, orações e reflexões tanto nos 40 dias antes da semana da Páscoa – que também nos remete aos 40 dias passados por Jesus no deserto –, quanto durante a Páscoa, pelo que ele suportou na cruz. É comum comermos peixe e termos refeições simples, lembrando a simplicidade de Jesus. É comum a celebração do chamado Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém – ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas da palmeira, para comemorar sua chegada. Outras maneiras de celebração é lavarmos os pés dos nossos irmãos, gesto lindo de amor que Jesus nos ensinou lavando os pés dos seus discípulos, e a encenação dos seus passos carregando a cruz até o calvário. Na Sexta Feira Santa lembramos a morte de Jesus, no sábado é comum a vigília em alusão ao corpo de Jesus na sepultura, e no Domingo de Páscoa celebramos a Ressurreição de Jesus e sua primeira aparição entre seus discípulos. Uma grande peleja que terminou em vitória, vitória para todos nós!

Ressurreição de Jesus Cristo - do Filme A Paixão de Cristo.

Ressurreição de Jesus Cristo – do Filme A Paixão de Cristo.

Agora vocês podem perguntar: e os ovos de chocolate com os coelhinhos, aonde entram?

Não entram, meus amores, não entram na nossa tão sublime celebração de Páscoa. O que ocorre é que uma tradição que não está na Bíblia foi infiltrada e absorvida até por muitos que seguem a Cristo. Mas acreditem, muitos fazem isso porque não sabem que “Ostara, também conhecida como Eostre (Deusa Anglo-Saxã, que significa Deusa da Aurora) ou Easter (Pascoa, em inglês), pois a pascoa no hemisfério norte é realizada nesta época, são deusas da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da Deusa e do Deus. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los. (Talvez veio daí o costume dos Norte-americanos de esconderem os ovos de chocolate no dia da Páscoa para que as crianças os achem). Mesmo os não wiccans (ciganos) sentem-se diferentes neste período, mais dispostos, comem menos, dormem menos e acordam mais cedo. Para os wiccanos (ciganos) também é época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostara). Mais aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eostre.

Ostera (ou Eostre) - Imagens da Internet.

Ostera (ou Eostre) – Imagens da Internet.

Sendo assim, “Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.” (http://olharcristao.blogspot.com.br/2008/03/pascoa-paga.html). 

Por isso, filhos, não sejam confundidos nem se deixem confundir. Ate as palavras do nosso PAI aos seus corações para que vocês não se percam. Busquem as respostas na Bíblia, que é luz para os nossos caminhos.

Oração: Pai, diante de tantas coisas confusas que esse mundo traz, diante dos tantos meios de apagar o Teu amor, o Teu sacrifício, o sacrifício tremendo de Jesus, eu me entristeço, me envergonho e Te peço perdão por nossas confusões. Não sabemos o que fazemos, e fica difícil Te seguir quando o inimigo tenta de todas as maneiras, apagar as Suas marcas, as Suas pegadas. Somente a Tua Palavra é a luz para o nosso Caminho. Nos ajude a busca-la. Ajude aos nossos filhos a não serem confundidos, a não se desviarem do Teu caminho, e que eles ajudem aos outros a Te conhecer melhor.

Tudo começa em casa

A culpa dos paisQuem me conhece sabe como eu imputo aos pais os problemas com a educação dos seus filhos, como me angustia e até me revolta a falta de responsabilidade que os genitores têm para com aqueles que lhes foram confiados. Porque tudo começa em casa. E a falta de base põe tudo a perder. Em escala, toda sociedade adoece.

O meu esposo é professor há mais de 20 anos, leciona para jovens entre 13 e 18 anos, e através das histórias tristes que ele me relata eu fico perplexa com o resultado da irresponsabilidade dos pais. E nem é preciso sair da nossa rua, do nosso bairro, da nossa parentela, da nossa família, se nos atentarmos mais a gente vê, todos os dias, o efeito devastador de pais inconsequentes, egoístas e insensíveis. E como um círculo vicioso, capaz de afetar geração após geração, seus impactos se agigantam contra as famílias, contra a sociedade, contra o mundo. Não estou sendo alarmista, é fato.

Nascimento criançaUma criança nasce e, assim como uma página em branco, são os seus pais que as ensina a falar bem ou mal, a respeitar ou desrespeitar, a priorizar e valorizar coisas em detrimento de outras. Somos nós que as alimentamos – não somente de comida – com as nossas diretrizes e especialmente com os nossos exemplos. Um filho cresce imitando seus pais, esses são o seu modelo desde tenro. Você já parou para pensar no porque que Deus escolheu o casal Maria e José para genitores do seu filho Jesus?

Ao inverso disto, a história nos mostra que Adolf Hitler teve uma criação ruim. Criado pelo padrasto de quem recebeu o sobrenome, sofreu danos irreparáveis. Danos que deixaram marcas profundas tanto no próprio Adolf, quanto nas mais de 6 milhões de mortes que, por escala, o mundo inteiro foi afetado. Isso me leva a pensar no “se”, se o menino Adolf tivesse sido orientado por seus pais, em um lar de amor e ordem, como teria sido o seu futuro.

Jovens infratoresÉ preciso avaliar também que existem casos de pessoas que tiveram criações ruins e que, no entanto, são exemplos de educação e bondade, porém essas são raras exceções. Na grande maioria dos casos, pais que passam o dia inteiro trabalhando, ao chegam às suas casas ou já encontram seus filhos dormindo ou nem se sentam à mesa para o jantar, comem na frente de uma televisão. Raramente perguntam como foi o dia do seu filho. E quando chegam os finais de semana esses mesmíssimos pais saem dos seus trabalhos diretamente para uma mesa de bar ou para uma comemoração com os amigos, e é nisto que empregam seus dinheiros, seus tempos e seus pensamentos até a segunda-feira, quando começa tudo outra vez. Já as mães, quando não saem atrás dos seus maridos, saem com os amigos, namorados ou pretendentes. Algumas até começam a emendar o dia inteiro de trabalho com a escola à noite, inclusive nos finais de semana, geralmente alegando que é para o bem dos filhos. Dos filhos? Tem certeza? E o tempo para eles onde fica? Fica esquecido no amanhã. “Amanhã eu compenso isso levando ele ao shopping”. “Amanhã eu lhe dou aquele presente que ele tanto quer”.

E o mais difícil como a conversa, a intimidade de um diálogo constante, o conselho amigo, será que um passeio ou um presente pode substituir?

Menores-infratoresMas talvez, quem sabe, amanhã os pais falem com os seus filhos sobre o seu mau comportamento na escola. Talvez amanhã quando os pais tiverem mais tempo perguntem aos seus filhos porque eles espancaram o torcedor do time adversário até a morte. Ou porque que eles atiraram fogo no mendigo que dormia na calçada. Ou porque jogaram uma bomba no cinegrafista? Quem sabe amanhã… Porque hoje, se alguém lhes diz que seus filhos “mataram o gato”, eles respondem: “ora, era só um animal”.

Pais infratores com seus filhosTerrível, não é? E esses são apenas pequenos exemplos para evitar uma lista infindável de descasos e abandonos que os pais cometem com os seus filhos, crianças ainda tão pequenas.

Como crescerão os nossos filhos? Como eles formarão suas famílias? Como pais separados querem educar de maneira fácil, se educar juntos já é trabalhoso? E como pais que vivem brigando, se agredindo, se desrespeitando querem ter filhos bem orientados, bem sucedidos na vida? Pais adolescentes Os nossos filhos precisam de amor, de um amor de mais ação do que de palavras, de um amor muitas vezes abnegado e altruísta, aonde se abre mão de si por eles, mesmo que se pense que quando eles crescerem se tornem ingratos. Pois ao contrário do que se pensa, eles só se tornam ingratos se forem orientados para tanto.

Na obra “Pais Admiráveis Educam Pelo Exemplo”, de Cris Poli, do programa SUPERNANNY, temos ricas orientações sobre como transmitir os valores mais importantes por meio do exemplo pessoal. “Porque, de repente, o problema do seu filho não está no seu filho: está em você”, diz um trecho do livro que, além de nos ajudar a fazer uma reflexão sobre nós, pais, ainda nos norteia sobre como educar os nossos filhos com “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. O fruto do Espírito, conforme a Bíblia cristã.

Realmente, educar nunca foi uma “prova” fácil, requer análises, cálculos, sucessivas conversas e repetições que muitas nos cansam, nos fragilizam e nos põe ao ponto de desistir, de deixar que os nossos filhos apanhem da vida para aprender. Mas está em nós fazer com que o projeto mais importante das nossas vidas – os nossos filhos – seja bem sucedido.

 

Oração: Pai, Tu És excelente porque Tu nunca desistes de nós, por mais imperfeitos e trabalhosos que nós somos, Tu És um Pai amoroso, paciente e obstinado a fazer de nós, filhos conforme o Teu caráter. Por favor, Senhor, nos ajude a formar os filhos que Tu nos deste, que Tu nos confiaste, com a excelência que só Tu És capaz de nos dar. Toca nos corações de todos os pais do mundo nesta hora, Pai. Que a Tua misericórdia alcance todos os filhos através dos corações dos seus pais. Que os nossos filhos não tenham o destino do abandono, do egoísmo e do desamor. Perdoa, Pai, os nossos erros tão graves. Por Jesus Cristo, o nosso irmão mais velho, eu te suplico. Amém!

O primeiro dia de aula de Benjamim

Mas já?! Já, sim. Está certo, a mamãe aqui levou a vida de um burro para contar as novidades – e olha que eu tenho novidades saindo pelas mangas, pelas golas, pelos abainhados… e prometo contá-las todas, aos poucos. O fato é que hoje foi o primeiro dia de aula de Benjamim e eu estou me coçando toda para contar como foi. 🙂 Então, vamos lá:

Pulei da cama às 6hs e 15min, e fui logo preparar o dejejum do pequeno. E como Pedro Lucas prefere tomar o seu café da manhã na escola, não me preocupei com o dejejum do mais velho, somente com o meu, o do papai e o de Benjamim, que segurou a mamadeira enquanto a mamãe preparava o seu banho morninho.

Pedro Lucas foi para a escola, o papai foi para o trabalho e a mamãe ficou preparando o bebezão que, do alto dos seus 2 anos, 1 semana e quatro dias, ainda não tem muita noção do que é a escola.  (Ah, depois eu posto sobre o 2º aniversário de Benjamim).

Bebê arrumadinho, cheirosinho, todo contente pensando que ia “passear”…

Benjamim esperando o ônibus que leva os pequenos da Escola Cirandinha

Benjamim esperando o ônibus que leva os pequenos da Escola Cirandinha – Clique na foto, se preferir ver os detalhes.

E assim, logo de cara, Benjamim amou tudo: um monte de crianças lindas, todas vestidinhas iguais a ele, um lugar todo colorido, muitos brinquedos, TV com DVDs, banheirinho com chuveirinho e tudo bem piquititinho… e professoras muito amorosas, o que é o melhor.

O pequeno ficou tão empolgado que nem quis saber da mamãe, e quando todos saíram para ouvir as professoras contarem estorinhas, ele ficou sozinho na sala, encantado com tudo. Mas quando resolveu sair, foi o maior sucesso! 🙂

O solitário na sala de aula. Nada de sair, mamãe. :)

O solitário na sala de aula. Nada de sair, mamãe, tá muito legal aqui. 🙂

Dançando com os coleguinhas - Marcado pela estrelinha.

Dançando com os coleguinhas – Marcado pela estrelinha.

Depois a mamãe precisou ir para o trabalho e o pequeno ficou com Denise (nossa querida que cuida de Benjamim quando estamos trabalhando). Soube depois que ele chorou procurando por “ainha”. E a mamãezinha dele que estava toda contente com a sua empolgação, ficou triste. 😦

E agora? Levo-o amanhã outra vez ou espero um pouco mais?? Ai, ai… São tantas emoções…

É claro que tudo foi muito bem pensado antes: a escola foi a mesma que Pedro Lucas estudou, porque fica pertinho de casa, e a escola pertence a empresa na qual trabalho, as professoras são muito queridas, nossas amigas há muitos anos. Enfim, a escola é essa: o Cirandinha, com quase meio século de excelente história. No entanto, é a idade de Benjamim que me deixa em dúvidas. Ele é o caçulinha também da sua escola, é o mais novo de todos os meninos. Por outro lado, o nosso filho mais velho começou a estudar aos 2 anos e 2 meses, quando já pedia para ir à escola, mas ainda assim também passou duas semanas de chororó para se adaptar à nova experiência, à separação. 😦

Com a tia Verônica, também a primeira professora do irmãos mais velho. E na salinha, admirado com tudo.

Com a tia Verônica, também a primeira professora do irmão mais velho. E na salinha, admirado com tudo.

Mas como eu me recuso em concluir aqui com certo ar de tristeza, afinal qual a mãe que não apequena o coração diante dos primeiros dias de aula dos seus pequenos, não é? Tudo é motivo de alegria, de contar quantas coisas novas, alegres e emocionantes que nosso Deus nos proporcionou e não para de nos proporcionar!

Oração: Oi, Papai! Estas vendo como os filhos que Tu nos deste estão crescendo? Como são lindos, inteligentes e amáveis? A nossa alegria hoje foi pela novidade do primeiro dia de aula de Benjamim, coisa que nós já tínhamos vivido com Pedro Lucas e nem sonhávamos viver novamente. Mas Tu já sonhavas não é? Eu sei. Sei também que coisas ainda maiores Tu sonhas pra nós. Tá certo que teremos momentos tristes também, lógico, mas tudo faz parte do Teu magnífico projeto, e todos os Teus projetos são sempre maravilhosos pra nós, os Teus filhos. Porque qual pai não luta pelo melhor para os seus filhos? Ainda mais O Mais Perfeito dos Pais? Muito obrigada, viu, Pai? Muito obrigada por tudo! Deixo os nossos filhos em Tuas mãos, vigia eles para nós, por favor, vai aonde os nossos olhos não alcançam, aonde os nossos braços não abraçam. Aperfeiçoa o nosso amor por eles a cada dia. Venha a Tua perfeição, Senhor meu Pai, e nos ensina a ensiná-los conforme a Tua vontade. Por Jesus Cristo teu primogênito, amém!

Depois da tempestade, sempre vem a bonança.

Pedro e Benjamim

Pedro e Benjamim

Antes de qualquer coisa eu preciso dizer que está tudo bem, graças ao nosso Pai. Nossos dois filhotes que estavam doentes, já melhoraram, e assim a paz volta a reinar.

Passamos 10 dias ininterruptos administrando antibióticos a Benjamim, depois foi a vez de Pedro, que precisou do mesmo tratamento. Desde então, estamos priorizando ainda mais as vitaminas para mantê-los fortes e saudáveis.

Benjamim brincando próximo à nossa casa. Ao fundo, as nossas salinas.

Benjamim brincando próximo à nossa casa. Ao fundo, as nossas salinas.

Em nossa cidade o clima é muito seco e poeirento, aqui faz sol o ano inteiro, aridez intensa, chuva é quase uma utopia. Região salineira, como se pode ver na bela paisagem ao lado (Clique na imagem para para ampliá-la).

E as crianças são as que mais sofrem para adaptarem-se a um lugar assim, praticamente entre 10, 9 delas são alérgicas à unidade que a salinidade provoca, aos ácaros presentes na grande quantidade de poeira, entre outros fatores como terra quente, águas quentes, e por aí vai.

Mães à beira de um ataque de nervos como eu, vivem o tempo todo com panos úmidos passando por toda casa e bolando mil e uma alternativas de deixar o ambiente tolerável, mais “vivível”, especialmente para um bebê.

Mas limpar tudo de manhã, de tarde e de noite, não cansa, não?? Afff! e como cansa. Mas a gente dá um chute bem forte no cansaço e vai cuidar, brincar e passear com o bebê de 1 ano e 8 meses, sem se esquecer que também tem um adolescente, com todo o seu mundo de “estranhezas”, para tomar conta – e que fasezinha difícil essa, hein?! Que bom que ela existe! 🙂

E a fase de Benjamim? A casa toda de ponta cabeça é o seu maior barato. 🙂

E para quem passa em média 10 horas do dia trabalhando fora e ainda pilota fogão, vassoura e tanque… Alguém aí viu aonde é que anda os esmaltes das minhas unhas e o alinhado dos meus cabelos?? rsrs.

Saindo para passear

Saindo para passear, porque as mães sempre encontram jeito pra tudo.

E a gente fica imaginando: como podemos ter tanta resistência? De onde vem tanta força inerente às mães? Como podemos suportar tantas horas de sono, de lutas…? Quando achamos que estamos no nosso limite, descobrimos que o Provedor das nossas forças é Ilimitado. E tudo graças a Ele.

E à noite, quando todos estão dormindo, a gente se levanta e vai em cada caminha observar em silêncio, e enfim suspira aliviada, porque o nosso cansaço não nos importa, nos importa mesmo é vê-los bem.

Oração: Pai, como me esquecer a Tua companhia constante e do Teu Pronto Socorro nos momentos em que as tempestades assolam as nossas vidas? E como não me lembrar de Ti nos momentos de bonança? Nos meus suspiros de alivio, eu me lembro do Meu provedor de tudo. Quando bem ou quando mal, Tu nunca nos deixas! Nosso “socorro sempre presente nos momentos de angústia”, eu me prostro aos Teus pés em gratidão, porque mesmo Tu reinando nas alturas, Tu Te inclinas para ouvir os nossos corações! Muito obrigada Pai do nosso Senhor Jesus Cristo!